17/09/2026

Ataque a tiros em Washington mata casal de funcionários da embaixada de Israel

Um ataque a tiros do lado de fora do Museu Judaico de Washington, nos Estados Unidos, matou dois funcionários da embaixada israelense na noite desta quarta-feira (21/5). O suspeito, identificado como Elías Rodríguez, um homem de 30 anos de Chicago, foi preso, de acordo com autoridades.

O local, que fica a cerca de 2 km da Casa Branca, havia recebido o evento Recepção de Jovens Diplomatas, um encontro de judeus com a comunidade diplomática de Washington. Segundo a chefe da Polícia de Washington, Pamela Smith, o homem atingiu as vítimas ao atirar com uma pistola em um grupo de quatro pessoas. Antes, ele havia sido visto andando de um lado para o outro do lado de fora do prédio.

Quando as autoridades chegaram ao local, encontraram um homem e uma mulher inconscientes e sem respiração. Apesar dos esforços dos socorristas para salvar suas vidas, os dois foram declarados mortos.

As vítimas, Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, eram um casal que tentava promover a reconciliação entre israelenses e palestinos, segundo grupos de defesa aos quais cada um pertencia. Eles planejavam se casar em breve, segundo o embaixador de Tel Aviv na capital americana, Yechiel Leiter. “O jovem havia comprado um anel esta semana para pedir sua namorada em casamento na próxima semana em Jerusalém”, disse.

Ao ser detido, o homem repetiu “Palestina livre”, de acordo com Smith. “Uma vez algemado, o suspeito identificou onde descartou a arma, essa arma foi recuperada e ele insinuou que cometeu o crime”, disse ela.

O vice-diretor do FBI, a Polícia Federal dos EUA, Don Bongino, disse que o suspeito estava sendo interrogado. “As primeiras pistas indicam que este é um ato de violência direcionada”, disse ele em uma publicação na rede social X.

O ataque pode levar Netanyahu e sua coalização de extrema direita a adotar uma linha ainda mais dura no conflito em Gaza, no momento em que a comunidade internacional se mobilizava contra a fome e a destruição no território palestino.
Reuters e AFP

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