O ex-deputado Arthur do Val (União Brasil), que teve seu mandato cassado pela Assembleia Legislativa de São Paulo, levou tapas, empurrões e chutes do ex-deputado federal Emerson Miguel Petriv (PROS-PR), conhecido como Boca Aberta, e de outros homens durante manifestação do MBL (Movimento Brasil Livre) nesta quarta-feira (29/06) em Londrina, no Paraná.
Além de Mamãe Falei, como o ex-deputado é conhecido, outros integrantes do MBL também foram agredidos ao tentarem entregar uma “nota fiscal do povo” no escritório do político.
O MBL acusa o filho do ex-parlamentar, o deputado estadual Matheus Viniccius Ribeiro Petriv (PROS-PR), conhecido como Boca Aberta Junior, de gastos públicos excessivos com aluguel de carro, publicidade, restaurantes, hotéis e informática.
Com um microfone na mão, Boca Aberta, desceu de um caminhão de campanha eleitoral após ser abordado e cercado por Mamãe Falei e outros integrantes do MBL, gritou ofensas ao movimento e ao ex-deputado estadual e agrediu os manifestantes, junto com outros homens que o acompanhavam.
“Aqui não, você vem de São Paulo, merece levar tapa na cara, vagabundo”, gritou entre tapas e chutes. Mamãe Falei riu da situação, mas depois foi derrubado e precisou sair correndo dos arredores do escritório político. Um dos aliados de Boca Aberta perseguiu os militantes do MBL com uma cadeira na mão.
Toda a sequência foi gravada pelo MBL e divulgada pelo próprio Mamãe Falei. “Vou mandar um recado para todo político dessa laia: não achem que vão calar a gente. Isso só dá mais força”, disse, no hotel, após registrar um boletim de ocorrência.
Nas redes sociais, o político de Londrina chamou Mamãe Falei de depravado e lembrou o motivo da cassação dele na Assembleia de São Paulo.
O ex-parlamentar foi alvo de 21 representações na comissão de ética do Legislativo paulista por causa das falas machistas sobre ucranianas. As mensagens foram enviadas a um grupo de WhatsApp durante uma viagem que ele fez à Ucrânia. Ele afirmou, entre outras coisas, que as mulheres ucranianas são fáceis porque são pobres.
Folhapress





