O dólar comercial fechou hoje (3/10) em queda de 4,1% e cotado a R$ 5,17. Com isso, a moeda teve sua maior queda percentual diária desde 8 de junho de 2018, quando tombou 5,6%, segundo a agência Reuters.
A desvalorização do dólar frente ao real ocorre após um desempenho melhor do que o esperado do presidente Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições brasileiras. A votação por um Senado conservador interessou o mercado sobre a agenda econômica do próximo governo.
Além de Bolsonaro ter recebido mais votos do que o previsto nas pesquisas, investidores acreditam que, para a campanha de segundo turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará se aproximar mais do centro.
“Com o perfil do Congresso extremamente bolsonarista, Lula em eventual mandato terá que se aproximar de todos partidos, inclusive de desafetos recentes, crescendo a chance de o MDB declarar apoio formal ao ex-presidente”, afirmou Étore Sanchez, da Ativa Investimentos.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou hoje em alta de 5,54%, aos 116.134 pontos. Ações da Sabesp (SBSP3), que cresceram 16,94%, e da Petrobras (PETR3 e PETR4), valorização de 9,04% e 8,04% respectivamente, foram os principais destaques positivos do dia.
A possível interferência de um governo do PT na Petrobras trouxe perspectiva negativa para o mercado, com preferência por avanço da privatização da estatal em um governo de Bolsonaro. Com um segundo turno entre os dois candidatos mais acirrado que o previsto, o mercado reagiu comprando ações da petroleira.
UOL com Reuters





