
Várias localidades de Portugal, Espanha, França registraram um “apagão geral” no início desta segunda-feira (28/4), deixando moradores sem energia elétrica e sem sinal de celular, além de paralisar aeroportos e transportes viários.
Relatos nas redes sociais indicam falta de energia em diversas cidades portuguesas, entre elas Lisboa. Na Espanha, há registros de falta de luz em cidades como Madri e Barcelona.
A operadora de redes energéticas REN, de Portugal, informou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica no país é resultado de uma falha na rede elétrica espanhola, relacionada com um fenômeno atmosférico raro, conhecido como vibração atmosférica induzida.
Ainda de acordo com a empresa, o restabelecimento da energia pode demorar até uma semana, devido à complexidade do fenômeno e à necessidade de “equilibrar os fluxos elétricos internacionais”.
No início da tarde no Brasil, a energia elétrica foi parcialmente restaurada em algumas áreas da Espanha, segunda a operadora de energia elétrica do país, Red Eléctrica.
“A tensão já foi restaurada em subestações em diversas áreas no norte, sul e oeste da península”, informou a empresa em um comunicado. “Continuamos trabalhando com todos os recursos para restabelecer a energia o mais rápido possível em todo o território. O principal objetivo dos trabalhos de restauração nesta fase é restabelecer a energia para as unidades geradoras.”
O restabelecimento de energia na Espanha, segundo a Red Eléctrica, pode levar de 6 horas a 10 horas.
Quanto ao fenômeno atmosférico raro, o apagão aconteceu “devido a variações extremas de temperatura no interior de Espanha”, segundo a REN.
“Verificaram-se oscilações anômalas nas linhas de muito alta tensão (400 kv), um fenômeno conhecido por vibração atmosférica induzida por Ging. Essas oscilações provocaram falhas de sincronização entre os sistemas elétricos, levando a perturbações sucessivas em toda a rede europeia interligada”, explicou a operadora de redes energéticas de Portugal.
A operadora de energia ainda confirmou um corte generalizado no abastecimento elétrico em toda a Península Ibérica — ocupada, na sua maior parte, por Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e pequenas porções de território francês.
Relatos nas redes sociais ainda indicam falta de energia em diversas cidades portuguesas, entre elas Lisboa, onde o aeroporto precisou ser fechado. De acordo com informações preliminares, todos os voos foram cancelados.
Há uma corrida por enlatados e água em supermercados locais, e as filas de compras chegam a uma hora. A Unidade Local de Saúde Santa Maria precisou ativar o plano de contingência, às 14h do horário local, e suspendeu toda a atividade programada.
Na Espanha, aeroportos e metrôs inteiros pararam nas principais cidades. Madri declarou estado de emergência nível 2 — a emergência vai até nível 3. O Aeroporto de Barajas continua sem energia, e o metrô está parado e totalmente no escuro. Todo o tráfego ferroviário na Espanha foi interrompido.
Segundo o jornal espanhol El País, o Hospital La Paz, um dos maiores de Madri, precisou implementar um plano de economia de energia e desligou “luzes desnecessárias”, como, por exemplo, em corredores e escritórios, e suspendeu atividades programadas de atendimento não urgente até esta terça-feira (29/4).
O Hospital La Paz é, atualmente, abastecido por cinco geradores a diesel e tem mais três na reserva. A autonomia máxima deles é de 12 horas. O hospital solicitou caminhões-tanque com mais combustível, caso a falta de abastecimento continue.
Metrópoles





