A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (13/7) o uso emergencial da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos, sem restrições.
Mais cedo, a área técnica havia orientado a exclusão das crianças imunocomprometidas. O esquema vacinal aprovado segue o mesmo protocolo utilizado para a população em geral: mesma dosagem e intervalo de 28 dias entre duas aplicações.
A relatora Meiruze Freitas ressaltou em seu voto que, apesar das “incerteza ainda existentes” e mesmo com dados limitados sobre a eficácia da Coronavac, os benefícios conhecidos da vacina indicam superar riscos conhecidos e potenciais.
Ela destacou o uso extensivo da vacina Coronavac em crianças de 3 a 17 anos na China e no Chile, e em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos no Brasil e entre outros países, sem que tenham surgido alertas de segurança.
Ela lembrou ainda que não há no Brasil uma alternativa terapêutica voltada para o público pediátrico para prevenir ou tratar a Covid-19.
“Essa vacina atende aos critérios necessários de qualidade e segurança para o uso em crianças. Ainda que a eficácia seja limitada, os dados indicam que o uso da Coronavac pode ajudar na prevenção de agravamento e óbitos por Covid-19”, destacou.
O voto de Meiruze Freitas foi acompanhado pelos diretores Rômisol Mota, Alex Campos, Cristiane Jourdan e pelo diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, que afirmou que a “decisão sobre quando, como e se a vacina será adotada se dará pelos gestores de saúde”.
“Destaco que o objetivo da referida autorização de uso emergencial é oferecer mais uma opção a ser disponibilizada aos gestores de saúde no enfrentamento à Covid-19 e refiro-me aqui, especificamente, ao Ministério da Saúde”, disse Torres.
Em 20 de janeiro deste ano, a Anvisa liberou o imunizante para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, mas vetou o uso na faixa etária de três a cinco. A agência entendeu que não existiam dados suficientes para autorizar a vacina Coronavac para os mais novos.
Folhapress





