A Americanas encerrou o serviço de vendas por telefone e interrompeu uma série de contratos com fornecedores terceirizados.
A decisão vem em meio ao processo de recuperação judicial pelo qual a companhia passa – consequência do escândalo contábil reportado pela empresa no mês passado.
Ao tentar o contato por telefone parar fazer compra, o cliente é atendido por uma mensagem gravada, informando a descontinuidade do serviço.
“Prezado cliente, o nosso serviço de televenda foi encerrado. Você pode aproveitar as nossas ofertas pelo nosso aplicativo ou site”, diz a atendente eletrônica.
Procurada, a Americanas apenas confirmou o fim dos contratos com empresas fornecedoras de serviços terceirizados.
“A Americanas atua nesse momento na condução de seu processo de recuperação judicial, cujo um dos objetivos é garantir a continuidade das atividades da empresa, incluindo o pagamento dos salários e benefícios de seus funcionários em dia. O plano de recuperação definirá quais serão as ações da empresa para os próximos meses e será amplamente divulgado assim que for finalizado”, informou a companhia em nota oficial.
Os credores, no entanto, continuam defendendo seus casos na Justiça. O BTG Pactual, por exemplo, um dos mais expostos à dívida da Americanas, segue na briga para reter R$ 1,2 bilhão do caixa da empresa.
Nesta quarta-feira (1º/2), a empresa informou ao mercado que avalia pedir R$ 1 bilhão em financiamento para manter o caixa e honrar o pagamento de dívidas.
De acordo com o comunicado, divulgado pela varejista junto à Comissão de Valores mobiliários (CVM), a decisão ainda está em estudo pelos acionistas de referência da Americanas — os três sócios bilionários da 3G Capital Partners: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Alberto Sicupira.
G1





