Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) comemoraram o discurso do chefe do Executivo nos atos de 7 de Setembro.
As duas falas, no Rio de Janeiro e em Brasília, foram muito parecidas e seguiram a cartilha eleitoral desenhada pelo entorno do mandatário, segundo integrantes da campanha bolsonarista.
Havia temor entre aliados de que Bolsonaro pudesse radicalizar diante dos manifestantes e atacasse o Judiciário, ou mesmo reeditasse promessas de não mais cumprir decisões de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
O diagnóstico da campanha de reeleição do presidente é que isso poderia ampliar sua rejeição, hoje em 52%, segundo o Datafolha. O primeiro turno das eleições ocorre em menos de um mês.
De acordo com aliados, o presidente fez uma fala considerada moderada para os padrões de Bolsonaro. Embora tenha feito ameaças veladas contra o STF, ele não xingou nenhum ministro, não defendeu golpe ou exortou descumprimento de decisões da Justiça.
Um integrante da campanha classificou o discurso em Brasília como “excelente”. A avaliação é que Bolsonaro alcançou os objetivos da ala política dos seus aliados ao falar para mulheres e ressaltar feitos do governo.
O presidente falou de ações positivas, como o Auxílio Brasil e a transposição do rio São Francisco. Em seguida, reforçou todo o discurso da pauta conservadora, ao dizer ser contra a legalização das drogas e do aborto.
O chefe do Executivo destacou o papel da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que esteve ao seu lado e discursou em Brasília. O tom machista adotado por Bolsonaro ao se referir a Michelle foi minimizado por aliados do presidente.
“A vontade do povo se fará presente no próximo dia 2 de outubro, vamos todos votar, vamos convencer aquelas pessoas que pensam diferente de nós, vamos convencê-los do que é melhor para o nosso Brasil. Podemos dar várias comparações, até entre as primeiras-damas. Ao meu lado, uma mulher de Deus e ativa na minha vida. Ao meu lado não, muitas vezes ela está é na minha frente”, disse o presidente.
Folhapress





