Pela segunda Copa consecutiva, a Alemanha chega à última rodada da fase de grupos sob o risco de eliminação. A situação poderia ser ainda pior, mas o empate em 1 a 1 com a Espanha neste domingo (27/11), no estádio Al Bayt, mantém a seleção tetracampeã mundial em perigo.
A Espanha, ataque mais positivo do torneio (oito gols), tinha a vantagem no placar e desperdiçou a chance de se classificar por antecipação para as oitavas de final. A equipe surge como uma das favoritas ao título não apenas pelos resultados, mas pelo futebol.
Com troca de passes em velocidade, a seleção apelidada de Fúria envolveu o adversário em diferentes momentos, mas não conseguiu vencer.
A Alemanha enfrenta a Costa Rica na próxima quinta-feira (1º) e tem de vencer para avançar. Precisaria também que a Espanha derrotasse o Japão no mesmo dia. Em caso de empate, japoneses e alemães decidiriam a segunda vaga do Grupo E pelo saldo de gols. Ambos ficariam com quatro pontos.
Desde a vitória sobre a Argentina, na final da Copa de 2014, a Alemanha acumula resultados ruins no torneio. Ganhou apenas uma vez em cinco partidas. Teve um empate e três derrotas.
Há quatro anos, na Rússia, a equipe também chegou à última rodada com chances, mas precisando da vitória. Perdeu por 2 a 0 para a Coreia do Sul.
A Espanha se recupera da Copa ruim que fez em 2018. Não atuou bem e acabou eliminada pela Rússia, nas oitavas de final, na disputa de pênaltis.
Falta à Alemanha a capacidade de penetração, de ser mais incisiva no momento de chegar ao gol. O time campeão mundial de 2014 não tinha um centroavante de área e também apostava na troca de posições constantes. Mas era muito mais mortal do que a seleção que entra em campo no Qatar.
A Espanha tenta repetir a mágica de 2010, que consagrou, de forma errada, o termo tiki taka. Não à toa odiado pelo seu maior expoente, Pep Guardiola. Ele dizia que o praticado pelo Barcelona e replicado pela Fúria campeã mundial na África do Sul era tudo, menos tiki taka. A expressão foi cunhada para definir o toque de bola estéril, para o lado, sem objetividade.
Isso é tudo o que a Espanha não tem feito na Copa do Mundo de 2022.
Folhapress





