O volume financeiro gerado pela agropecuária dentro da porteira volta a subir neste ano, e poderá chegar a R$ 1,2 trilhão, 4,3% acima do recorde de 2021.
É o quarto ano seguido de evolução positiva do VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária), segundo estimativas do Ministério da Agricultura.
Essa movimentação é provocada por vários segmentos do setor, mas, neste ano, o resultado será bem diferente para a renda do produtor. Luciano Vacari, diretor da consultoria NeoAgro, diz que o faturamento é grande, mas a renda, pequena. O setor está gerando um volume recorde de dinheiro, devido à elevação de preços das commodities, mas o resultado no bolso dos produtores será bem diferente do dos anos anteriores, devido à elevação de custos.
A renda, inclusive, será distribuída de forma bastante desigual. Estados do Centro-Oeste, onde a produção foi normal, vão se beneficiar dos atuais preços elevados das commodities, enquanto os do Sul perdem participação.
É o que mostram os dados do Ministério da Agricultura. A região Sul, que ficou com 28,2% do VBP em 2021, atrás apenas da líder Centro-Oeste, recua para a terceira posição em 2022.
Devido à seca e ao calor, que provocaram quebra de safra, o Sul participará com apenas 25% do valor total da produção nacional neste ano, considerando-se os 17 principais produtos agrícolas e a pecuária. Esta engloba bovinocultura, suinocultura, avicultura e produção de leite e de ovos.
Com a quebra de safras no Sul, os estados do Paraná e do Rio Grande do Sul cedem lugar a São Paulo e Minas Gerais na lista dos maiores geradores de recursos na agropecuária, conforme estimativas do governo. Os destaques deste ano, em crescimento percentual, serão café (64%), algodão (35%), cana-de-açúcar (32%) e milho (22%). A soja, que deverá ter recuo de 4% no valor de produção, em relação a 2021, manterá a liderança no volume de dinheiro gerado. Serão R$ 360 bilhões. Os produtos agropecuários subiram 3,5% nos últimos 30 dias terminados em 10 de fevereiro, segundo o IGP-10 da FGV. Com isso, a taxa em 12 meses atinge 18,4%. Fonte: Folhapress





