O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta quarta-feira (16/11) à comunidade internacional durante a COP27, que acontece em Sharm El-Sheikh, no Egito. Ele garantiu que, em seu governo, a agenda climática será prioridade, e o agronegócio será um “aliado estratégico”.
Lula defendeu a geração de riqueza sem alteração do clima e a exploração responsável da biodiversidade da Amazônia.
“Vamos provar que é possível promover crescimento econômico e inclusão social tendo a natureza como aliada estratégica e não mais como inimiga a ser abatida a golpes de tratores ou motosserras”, disse.
O presidente eleito afirmou que a “produção agrícola sem equilíbrio ambiental deve ser considerada uma ação do passado”.
“Estou certo de que o agronegócio brasileiro será um aliado estratégico do nosso governo na busca por uma agricultura regenerativa e sustentável, com investimento em ciência, tecnologia e educação no campo, valorizando os conhecimentos dos povos originários e comunidades locais”, acrescentou.
Lula afirmou que “não há segurança climática para o mundo sem uma Amazônia protegida” e prometeu retomar e reforçar ações de combate aos crimes ambientais.
Sem revelar o nome do futuro ministro do Meio Ambiente, o presidente eleito destacou que “o combate à mudança climática terá o mais alto perfil na estrutura do próximo governo”.
Durante o discurso, Lula ofereceu o Brasil como sede da COP30, que acontecerá em 2025.
Ele ainda propôs a realização da Cúpula dos Países Membros do Tratado de Cooperação Amazônica.
O objetivo, segundo o presidente eleito, é que “Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela possam, pela primeira vez, discutir de forma soberana a promoção do desenvolvimento integrado da região, com inclusão social e responsabilidade climática”.
CNN Brasil





