As ações da Americanas tombaram 77,33%, cotadas a R$ 2,72 nesta quinta-feira (12/1) após a varejista anunciar na véspera “inconsistência contábil sem precedentes”.
As ações da Americanas entraram em leilão no início do pregão desta quinta-feira, como forma de impedir as oscilações do mercado depois do anúncio do rombo bilionário.
A Americanas comunicou ontem que foram detectadas inconsistências em lançamentos contábeis estimadas em R$ 20 bilhões, em análise preliminar, com data-base de 30 de setembro de 2022.
As ações da Americanas fecharam a véspera a R$ 12, com alta de 0,76%. O valor de mercado da companhia até ontem era de R$ 10 bilhões, metade do rombo anunciado.
O volume do rombo previsto no balanço da companhia é equivalente ao valor de mercado da Magazine Luiza, que, na quarta-feira (11) valia R$ 20,20 bilhões, ou da Lojas Renner, que também valia R$ 20,22 bilhões, segundo cálculos de Einar Rivero, da TradeMap.
Diante disso, o diretor- presidente Sergio Rial e o diretor de Relações com Investidores André Covre, empossados em 2 de janeiro deste ano, informaram sua decisão de não permanecer na companhia, com efeito imediato.
Rial, ex-presidente do banco Santander no Brasil, teve sua nomeação para o cargo na Americanas bastante comemorada pelo mercado. Só esse anúncio, no final do ano passado, fez as ações da empresa subirem 20% em um único dia.
A companhia fez uma teleconferência aberta nesta manhã, com a participação de investidores e analistas com os executivos da empresa para tentar sanar dúvidas.
Assim como as demais varejistas com ações listadas na Bolsa, como a Magalu, a Americanas não teve seu melhor em 2022, período marcado pela queda de empresas de e-commerce. Só os ativos da Americanas desvalorizaram quase 70% no ano passado.
A empresa também teve problemas de gestão no período, o que pareciam que seriam resolvidos com a chegada de Rial.
CNN Brasil





