
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou para o dia 20 de março o julgamento do processo de Robinho. O ex-jogador foi condenado a nove anos de prisão na Itália e o governo daquele país pede que ele cumpra a pena no Brasil.
O relator do caso é o ministro Francisco Falcão. Segundo publicou a colunista Malu Gaspar, ele está preparando um voto duro condenando Robinho a cumprir a sua peno Brasil.
Porém, para que sua decisão prevaleça, seu voto tem que ser seguido pela maioria dos ministros. A corte Especial reúne os 15 magistrados mais antigos do STJ.
Robinho foi condenado pela Justiça italiana por ter participado de um estupro coletivo em 2013. Sete anos depois ele foi condenado em última instância, sem possibilidade de recurso, mas não foi preso porque estava no Brasil.
O Governo italiano pediu a extradição dele, mas segundo a constituição brasileira, o país não extradita seus cidadãos. Por conta disse, os italianos alteraram o pedido, passando a solicitar que a pena seja então cumprida aqui. Para que isso aconteça é preciso que o STJ valide a sentença — o que está sendo julgado.
Entenda o caso
O ex-jogador Robinho foi condenado em 2017 pelo crime contra uma jovem albanesa que ocorreu na boate Sio Cafe, em Milão, em 22 de janeiro de 2013. A vítima, na época, comemorava seu aniversário de 23 anos e, além de Robinho, que então defendia o Milan, outros cinco brasileiros foram denunciados por terem participado do estupro. Mas apenas ele e Ricardo Falco foram efetivamente levados a julgamento.
Amigos do jogador que o acompanhavam no exterior, os outros quatro brasileiros deixaram a Itália durante a investigação e não foram acusados, sendo apenas citados nos autos. O crime aconteceu no camarim da boate, mas Robinho negou a acusação e confirmou que manteve relação sexual com a mulher, ressaltando que ela foi consensual e sem outros envolvidos.
A Justiça, no entanto, deu razão à vítima, afirmando que ela foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente. Os dois condenados alegam que a relação foi consensual. Em novembro de 2017, Robinho recebeu a pena de nove anos de prisão, mas por estar no Brasil não chegou a ser preso, diferentemente de Daniel Alves.
O Globo





