
O volume de serviços prestados no país registrou queda de 0,9% em agosto frente o mês anterior, após registrar três meses de altas consecutivas, acumulando um ganho de 2,1% no período entre maio-julho.
O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, que calculava um aumento de 0,4% no mês, segundo a mediana das estimativas da Reuters.
Com esse recuo, o setor de serviços se encontra 11,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 1,9% abaixo de dezembro de 2022 (auge da série histórica).
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o setor teve uma expansão de 0,9%, abaixo dos 2,8% calculados pela Reuters.
No ano, o setor de serviços acumula alta de 4,1% frente ao mesmo período do ano passado. Já o acumulado em 12 meses foi de 5,3%.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (17/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor de transportes teve a maior influência no resultado e registrou taxa negativa em todos os modais: terrestres (-0,9%); aquaviário (-1,3%); aéreo (-0,3%) e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (-5,5%).
Os serviços prestados às famílias recuaram 3,8% em agosto, após acumular ganho de 4,8% entre abril e julho, registrando o segundo maior impacto negativo para o índice geral.
Já a única atividade que registrou crescimento foram os serviços profissionais, administrativos e complementares, que subiram 1,7% em agosto, taxa mais intensa desde março de 2023 (3,8%). Nesse setor, destacam-se atividades de limpeza, atividades jurídicas e serviços de engenharia.
CNN Brasil





