
“Nem no maior dos meus sonhos.” Nem no de Gabi Portilho, nem de boa parte de torcedores brasileiros e espanhóis. Em um resultado surpreendente, a seleção feminina de futebol bateu a Espanha por 4 a 2 em Marselha, nesta terça-feira (6/8), e está na final do torneio olímpico pela primeira vez desde Pequim-2008. No caminho do ouro, de novo os EUA, algozes da então equipe de Marta nos Jogos chineses e em Atenas-2004.
A revanche está marcada para o sábado (10), em Paris, e fecha um arco histórico que une o passado e o futuro da jogadora mais vitoriosa do país, seis vezes melhor do mundo. Em Marselha, porém, não era dia de Marta, suspensa, mas de uma seleção que chegou sem grande perspectiva a Paris-2024, teve um início difícil de competição, contou com outros resultados para se classificar ao mata-mata e a partir de então brilhou.
A seleção já tinha despachado o time da casa, a França, por 1 a 0, nas quartas de final. Nesta terça, voltou a enfrentar a Espanha da atual melhor do mundo, Aitana Bonmatí. O placar de 4 a 2 engana. O jogo no Vélodrome, palco de outra semifinal dramática do futebol brasileiro, a entre Brasil e Holanda decidida nos pênaltis na Copa de 1998, foi uma gangorra de erros e acertos dos primeiros minutos até o final.
As duas equipes se enfrentaram na fase de grupos, quando as espanholas venceram por 2 a 0, com direito a expulsão de Marta –o que lhe rendeu dois jogos de suspensão. Nesta terça (6), o duelo foi muito diferente.
Folhapress





