
Redação Diário Caiçara – Mais da metade das casas visitadas em Caraguatatuba não permite a entrada de agentes de combate à dengue, o que compromete diretamente as ações de controle do mosquito transmissor da doença no município.
Mesmo com trabalho diário das equipes de zoonoses, a recusa dos moradores tem impedido a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, responsável também pela transmissão de zika e chikungunya. Segundo a Secretaria de Saúde, a falta de acesso aos imóveis mantém focos ativos e amplia o risco de contaminação para toda a vizinhança.
Sem a vistoria, recipientes com água parada deixam de ser identificados e eliminados, favorecendo a reprodução do mosquito. Um único foco pode impactar uma rua inteira, dificultando os resultados das ações públicas.
As visitas são feitas por agentes uniformizados, com crachá e em veículos oficiais adesivados. Em caso de dúvida, a orientação é que o morador confirme a identidade do profissional pelo telefone do Centro de Controle de Zoonoses: (12) 3887-6888.
A Prefeitura reforça que a participação da população é essencial e orienta que os moradores autorizem a entrada das equipes, além de manter cuidados básicos, como evitar água parada, limpar calhas e manter caixas d’água fechadas.
A dengue pode causar febre alta, dor no corpo, náuseas e manchas na pele. Em casos graves, há risco de sangramentos e dor abdominal intensa, exigindo atendimento imediato. Já a chikungunya se destaca pelas dores articulares prolongadas, que podem durar semanas ou meses.
O mosquito também pode transmitir zika e febre amarela urbana, tornando o combate ao vetor uma medida fundamental para a saúde pública.
Imagem: PMC





