17/09/2026

Professores e servidores técnico-administrativos de institutos federais encerram greve

Professores e servidores técnico-administrativos de institutos federais resolveram encerrar a greve iniciada há mais de dois meses. Em assembleia neste domingo (23/6), o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais na Educação Básica, Profissional e Tecnológica) anunciou a decisão.

A classe aceitou a proposta do governo Lula (PT) de reajuste salarial somente a partir de 2025.

Foram 98 votos a favor, 6 votos contrários ao encerramento do movimento, além de 6 abstenções. Agora, os sindicalistas devem assinar um acordo com o governo para oficializar o fim da paralisação.

Eram poucos Institutos Federais em greve, menos de 10. A situação é bem diferente das quase 60 universidades federais ainda sem aulas. Os docentes delas, porém, ainda não deliberaram a continuidade da greve, o que pode ocorrer ainda neste domingo.

A greve de professores das universidades e institutos federais começou em 15 de abril. Eles pediam por reajuste salarial e recomposição do orçamento dos centros de ensino.

Representados pelo Andes e pelo Sinasefe, os servidores reivindicam aumento de 3,69% em agosto deste ano, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio 2026. Brasília oferece 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

Em 22 de maio, o governo assinou um acordo com o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico), uma das entidades que representam os professores federais, visando encerrar a greve.

Mas na quarta-feira (29) a Justiça Federal anulou o acordo, após ação movida pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe, um braço do Andes.

Tentando acalmar os ânimos, o governo lançou um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na segunda-feira (10) para as universidades federais e para os hospitais universitários, com previsão de R$ 5,5 bilhões em investimentos.

Os valores, porém, já eram previstos no orçamento deste ano e foram somente adiantados, como mostrou a Folha.
Folhapress

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