17/09/2026

Prefeitura participa de negociação para evitar greve no transporte público em Caraguá

(Da Redação) A Prefeitura de Caraguatatuba participou, nesta sexta-feira (23/5), de uma reunião com representantes da empresa SOU Caraguá, da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, do Gabinete do Prefeito, do Sindicato dos Motoristas e do presidente da Câmara Municipal, vereador Antonio Carlos da Silva Junior. O objetivo foi discutir as reivindicações salariais da categoria e buscar uma solução para evitar a paralisação do transporte coletivo na cidade.

Durante o encontro, o sindicato apresentou dados comparativos com o município de Ilhabela, destacando uma diferença média de R$ 314,21 nos salários — o que representa cerca de 11% — além de um vale-alimentação 110,5% maior no arquipélago. A proposta do sindicato é equiparar os vencimentos dos motoristas das cidades litorâneas com os de Ilhabela.

A empresa SOU Caraguá, por sua vez, ofereceu um reajuste de 6%, proposta que será levada à deliberação dos trabalhadores. Também foi solicitado que a categoria não realize paralisações durante as negociações, para não prejudicar os usuários do transporte público.

O prefeito Mateus Silva destacou a importância do diálogo e reforçou a necessidade de avançar nas conversas.

“Nosso compromisso é garantir um transporte público de qualidade, respeitando também os direitos dos trabalhadores. Essa mediação é essencial para evitar transtornos à população e buscar um consenso entre as partes”, afirmou.

A pedido do prefeito, uma nova rodada de negociação será marcada após a análise da proposta pelos motoristas.

Cobrança por melhorias no transporte

Embora o foco da reunião tenha sido o reajuste salarial e melhores condições de trabalho para os motoristas, a Prefeitura também intensificou as cobranças à empresa SOU Caraguá por melhorias imediatas no serviço prestado à população.

Desde o início do ano, a atual gestão tem fiscalizado de forma mais rigorosa o contrato vigente, firmado pela administração anterior. Centenas de reclamações de usuários motivaram autuações e notificações à empresa por problemas como atrasos constantes, falta de veículos nos horários de pico e descumprimento de rotas.

O governo municipal estuda revisar cláusulas contratuais e analisar a planilha de custos da empresa para permitir ajustes que viabilizem melhorias reais na operação do transporte coletivo.

A Prefeitura também reforçou que a empresa deve apresentar contrapartidas concretas e imediatas, atendendo às principais demandas dos usuários com mais eficiência, regularidade e segurança.

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