
Quando o preço do café vai diminuir? Para quem não consegue passar um dia sem consumir uma xícara da bebida, este deve ser um dos principais questionamentos feitos ultimamente. E o motivo é claro: em 12 meses, o grão moído ficou 82,24% mais caro, conforme mostra o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (10/6).
No recorte mensal, o café ficou 4,59% mais caro do que o valor aplicado em abril. A batata-inglesa, com 10,34%, e a cebola, com 10,28%, o acompanharam no ranking dos alimentos que mais subiram nas prateleiras.
No entanto, como o segmento de grãos e hortaliças em geral teve deflação de -3,18% no mês, a inflação dos alimentos e bebidas teve uma leve desaceleração de no período, passando de 0,82% em abril para 0,17% em maio. Os produtos que mais influenciaram a queda foram o tomate (-13,52%), o arroz (-4,00%), o ovo de galinha (-3,98%) e as frutas (-1,67%).
Por que o café ainda está caro?
Os apreciadores do grão, sejam brasileiros ou consumidores de outros países, continuam a sentir o peso elevado nas gôndolas dos supermercados. Em maio de 2024, os preços médios do quilo de café torrado e moído girava em torno de R$ 31,77, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Em 2025, o valor saltou para R$ 69,29.
A explicação é que o preço segue alto porque os estoques dos principais produtores estão baixos e sem capacidade de abastecer quem necessita.
Um exemplo é o Brasil, destaque na produção mundial de café. Em 2024, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atingiu 54,21 milhões de sacas de 60 quilos, decréscimo de 1,6% em relação à safra de 2023, e foi procurado por países como Indonésia e Vietnã, que tiveram as safras prejudicadas por fatores climáticos, principalmente a seca, para atender o consumo interno.
Quando o preço do café vai baixar?
Sem conseguir precisar como serão as colheitas pelo mundo, é impossível definir quando o grão vai apresentar queda.
g1





