
Redação Diário Caiçara – O futuro da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, foi tema de uma reunião realizada na quarta-feira (13/5) entre a vereadora Cássia do PT e o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP), Eduardo Lara. O encontro discutiu os impactos da nova regulação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a qualidade do gás natural processado na unidade.
Segundo o sindicato, a classificação do gás como “não-conforme”, devido ao baixo teor de metano, evidencia anos de falta de investimentos estruturais na planta. Eduardo Lara afirmou que a UTGCA perdeu prioridade diante das operações do pré-sal e passou a operar de forma considerada obsoleta.
O Sindipetro-LP defende a criação imediata de um plano de revitalização tecnológica da unidade para preservar empregos, manter a segurança operacional e garantir a estabilidade energética e econômica da região.
Dados técnicos apontam que, após a última parada de manutenção, a produção ficou em cerca de 6 milhões de metros cúbicos por dia, quase metade do volume registrado no ano passado e muito abaixo da capacidade máxima da planta, estimada em 20 milhões de m³/dia.
A vereadora Cássia destacou que a queda na produção já afeta diretamente a arrecadação municipal. De acordo com ela, somente no início de 2026, Caraguatatuba acumula perda superior a R$ 20 milhões em royalties, recursos utilizados em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
O sindicato e a parlamentar seguem articulando cobranças para que a Petrobras apresente, dentro do prazo de três meses determinado pela ANP, um cronograma de obras para modernização da UTGCA e retomada da capacidade operacional da unidade no Litoral Norte.
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