
A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e outras 33 pessoas no inquérito da chamada “Abin paralela”.
A investigação apura a utilização da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem de autoridades públicas e outras personalidades consideradas opositoras do governo da época. Segundo a investigação, Jair Bolsonaro sabia do esquema de espionagem.
Também foram indiciados o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que era diretor da Abin na época, e o atual diretor-geral do órgão, Luiz Fernando Corrêa, indicado pelo presidente Lula.
Alguns dos espionados são: os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (PSD) e Arthur Lira (PP-AL), os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), o ex-governador de São Paulo João Doria, as jornalistas Vera Magalhães e Mônica Bergamo, além de servidores do Ibama e auditores da Receita Federal.
Realizada no âmbito do inquérito, a Operação Última Milha da PF apurou o uso do software espião FirstMile para identificar a localização dos espionados por meio da rede de seus celulares. De acordo com a investigação, o programa foi utilizado 60 mil vezes entre 2019 e 2023. O software de monitoramento foi desenvolvido por uma empresa de Israel chamada Cognyte (ex-Verint).
Da Redação com agências





