17/09/2026

Paris 2024: abertura dos Jogos supera ameaças terroristas e sabotagem, mas sofre com a chuva

A mais ambiciosa abertura das Olimpíadas na história superou inúmeras dificuldades logísticas, ameaças terroristas e até a sabotagem do sistema ferroviário do país horas antes de seu início. Mas foi a chuva, irregular, insistente e inclemente que estragou a festa em Paris.

Um espetáculo desconstruído, em que a tradicional sequência festa, desfile de atletas, hino e discurso, receita de bolo de muitas Olimpíadas, foi completamente pervertido.

Pelo Sena, a prometida parada náutica com atletas de 206 delegações se deu sem grandes transtornos, pontuados por espetáculos que falavam de séculos de França por 6 km de rio. Lady Gaga, Aya Nakamura, os Minions e até dançarinas do Moulin apareciam em apresentações às margens do Sena e em pontos turísticos conhecidos da capital francesa, como o museu do Louvre e Grand Palais.

Uma espetacular execução do hino francês pela mezo soprano Axelle Saint Cirel no teto do icônico prédio, empunhando a bandeira tricolor, ocorreu no meio da festa, quando parte do publico de 320 mil pessoas se dispersava, procurava abrigo ou se enlameava nas áreas confinadas pelo forte esquema de segurança.

O grande segredo da festa foi revelada no final. O judoca Teddy Riner e a ex-atleta Marie-José Perec foram os responsáveis por acender a pira olímpica em um balão luminoso. Eles receberam a tocha das mãos de Charles Coste, o mais velho medalhista olímpico francês vivo. Antes disso, ela passou pelas mãos de Zinédine Zidane, Rafael Nadal, Serena Williams, Nadia Comaneci e Carl Lewis.

Antes, em discurso, o presidente do COI, Thomas Bach, celebrou Paris como a cidade natal de Pierre de Coubertin, “nosso fundador” e a “quem tudo devemos”.

A chuva transformou alguns trechos desse setor em um lamaçal. Quem podia, tentava subir onde dava: grades, estações de energia e até um trator imprudentemente deixado ali, até a polícia tirar.

Mas ainda assim a Torre Eiffel deu um show de luzes e iluminou Paris. Quem também brilhou foi a cantora Celine Dión, que se apresentou pela primeira vez em cinco anos.
Folhapress

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