
As tradicionais cores do arco-íris que normalmente dominam a avenida Paulista durante a Parada do Orgulho LGBT+ concorreram neste ano com tons de verde e amarelo, que se espalharam em figurinos elaborados das drag queens e camisas da seleção brasileira vestidas pelo público.
Mais do que estética, a escolha se transformou em uma espécie de manifesto cromático para ressignificar as cores ligadas a movimentos conservadores e a nomes da direita nos últimos anos. Para isso, a edição deste ano convocou o público a se apropriar do verde e amarelo.
Quem chegou ao evento sem os adornos nesses tons se deparou com vários pontos de venda. Uma camiseta saia por R$ 50, por exemplo. Bandeiras e outros itens que misturam a flâmula brasileira a ícones do movimento LGBT+, como as cores do arco-íris, também eram vendidos.
Com um vestido de tule verde e uma peruca amarela, a drag queen Tchaka, musa da Parada, abriu o evento com um discurso. “O Brasil é dos LGBTs, a bandeira é nossa, é tudo nosso”, disse Tchaka, que saudou a todos pelo uso das cores e puxou coro com o tema da Parada deste ano. “Basta de retrocesso. Vote consciente”, gritaram os presentes.
O levante verde e amarelo ganhou força após o show da Madonna na praia de Copacabana, no Rio, em 4 de maio. As cores marcaram a apresentação da musa do público LGBT+, especialmente no momento da participação de Pabllo Vittar, que também levou os tons da bandeira ao palco.
Neste domingo (2/6), camisetas da turnê eram vendidas por ambulantes na Paulista a R$ 50. “Todo mundo quer sentir que participou daquilo. Foi um momento histórico, ainda mais para a nossa comunidade”, disse Samantha Gelli, 22, travesti, que comprou a sua.
O Monitor do Debate Político no Meio Digital calculou uma estimativa com base em fotos aéreas, feitas entre 11h20 e 14h30 e analisas por meio de um software. Com isso, chegou ao público de 73,6 mil pessoas às 14h30.
Folhapress





