
O prefeito Eduardo Paes afirmou neste sábado (30/3) que foi um erro nomear o deputado federal Chiquinho Brazão como secretário especial de Ação Comunitária na prefeitura do Rio. O parlamentar, preso suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, assumiu a pasta em outubro de 2023 e foi exonerado em fevereiro deste ano. Brazão deixou o cargo quando surgiram as primeiras informações de que o executor Ronnie Lessa havia firmado um acordo de delação premiada.
“Foi um erro da minha parte, eu errei e o mais importante quando você erra, é consertar o errado. É óbvio que posso aqui ter todas as desculpas do mundo, foram seis anos de investigação e todo mundo já tinha sido acusado de tudo, mas errei. Eu pedi que ele fosse retirado da secretaria antes, quando começaram a surgir os boatos. Nesse momento, a gente entende que o Republicanos, com os quadros que tínhamos aqui, não era adequado. Queremos alianças, mas alianças precisam ter um limite. E quando eu digo que eu errei, eu acho que fiz uma avaliação equivocada de que não teria esse risco. Problemas podem acontecer, o problema é quando acontece e você continua acobertando”, afirmou o prefeito.
A declaração de Paes foi dada à imprensa no Terminal Gentileza, durante inauguração do BRT Transbrasil, que começou a circular neste sábado (30).
No último domingo (23), além de Chiquinho Brazão, seu irmão e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Domingos Brazão, também foi preso. O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, foi detido suspeito de obstruir as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O Dia





