
Duas orcas foram flagradas enquanto nadavam no mar em São Sebastião e Ilhabela.
Um dos animais já é conhecido pelos pesquisadores, mas o outro foi avistado pela primeira vez. Os animais costumam frequentar a região em busca de alimento.
O registro foi feito pelo fotógrafo Rafael Mesquita no dia 28 de março. Nos dois dias anteriores um grupo de orcas já havia sido flagrado no Litoral Norte de São Paulo.
“Tive o grande privilégio de poder estar com esses animais majestosos dois dias seguidos, o primeiro no sul de Ilhabela e o segundo em São Sebastião, na rota para Alcatrazes”, conta Rafael Mesquita em uma postagem nas redes sociais.
O vídeo mostra duas orcas. Um deles é o Almirante, velho conhecido dos pesquisadores da região. Ele foi visto pela primeira vez em 1993, no Rio de Janeiro, a suspeita é de que ele tenha cerca de 40 anos e mais de 2 metros de comprimento.
Já a outra orca também é um macho, mas ainda não havia registro dele na costa brasileira. “Tive a honra de poder escolher o nome e o batizei de Akin, que na língua Iorubá significa guerreiro corajoso, herói”, lembra Rafael Mesquita.
Akin tem entre 15 e 20 anos. É um macho grande, com uma nadadeira que mede cerca de um metro e oitenta.
Segundo Júlio Cardoso, fotógrafo, pesquisador e fundador do “Projeto Baleia à Vista”, as duas orcas do vídeo são “moradoras” da costa brasileira e vivem em uma área que vai do norte do Rio de Janeiro, na região de Cabo Frio, Arraial do Cabo, até Santa Catarina.
“A passagem delas pelo litoral norte não tem nada a ver com a época do ano. Elas ficam andando para lá e para cá atrás de caça. Gostam de caçar por aqui raias de várias espécies e se alimentam de raias. As orcas são predadores topos de cadeia alimentar, tem dentes e precisam obter um melhor resultado estratégico. Por isso, precisam pegar coisas grandes”, explica Júlio Cardoso.
Ao contrário do que muitos pensam, as orcas não são da família das baleias, mas sim dos golfinhos.
g1





