
A Operação Verão na Baixada Santista, no litoral de São Paulo, chegou a 28 mortes de suspeitos em confrontos com policiais, o mesmo registrado na Operação Escudo, realizada na região em 2023. A nova ação chegou a esse número com 23 dias de ‘antecedência’.
A Operação Escudo durou 40 dias no ano passado, tendo sido deflagrada após a morte do policial militar da Rota Patrick Bastos Reis (foto). A 2ª fase da Operação Verão, por sua vez, foi estabelecida depois da morte de Samuel Wesley Costa (foto), outro PM da Rota, com o reforço policial.
A Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-SP) contabiliza as mortes de suspeitos na atual operação desde o último dia 3 de fevereiro. O gabinete de Segurança Pública, que foi transferido para Santos, deu início a 3ª fase da Operação Verão. Ele foi desarticulado nesta segunda-feira (19/2), depois de 13 dias.
A Operação Escudo de 2023 teve o registro de aproximadamente 0,7 mortes por dia. Já a Operação Verão registrou até o momento cerca de 1,6 mortes por dia.
Em nota, a SSP-SP afirmou que todos os casos da ação atual são rigorosamente investigados pela 3ª Delegacia de Homicídios da Deic de Santos (SP) com o acompanhamento do Ministério Público e do Poder Judiciário.
A Operação Escudo foi deflagrada na região após a morte do PM da Rota Patrick Bastos Reis, em julho de 2023. Na ocasião, o agente foi baleado durante patrulhamento em Guarujá (SP).
Nos 40 dias de ação, segundo divulgado pelo secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, 958 pessoas foram presas e 28 suspeitos morreram em supostos confrontos com policiais. Desde o início da ação, instituições e autoridades que defendem os direitos humanos pediam o fim da operação.
A Operação Verão foi estabelecida na Baixada Santista desde dezembro de 2023. No entanto, as 2ª e 3ª fases, que, respectivamente, contaram com reforço policial e instalação do gabinete de Segurança Pública em Santos, foram decretadas logo após os assassinatos do soldado PM Samuel Wesley Cosmo, no último dia 2, e do cabo José Silveira dos Santos, no dia 7 de fevereiro.
A atual fase da operação, inclusive, contou com a presença do gabinete da SSP-SP na região. A pasta esteve sediada na Baixada Santista durante 13 dias. As mortes dos suspeitos em confrontos com a polícia passaram a ser contabilizadas desde o último dia 7 deste mês.
g1





