
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso duro na visita à sede da Liga Árabe, no Cairo, capital do Egito. O chefe do Executivo brasileiro apelou pela paz no conflito entre Israel e o grupo Hamas, da Palestina, que ocorre desde outubro. Lula também anunciou que destinará mais recursos aos afetados pela guerra e teceu críticas aos membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
O petista disse voltar ao Cairo em um “terrível contexto de catástrofe humanitária na Faixa de Gaza”, enclave da disputa armada entre Israel e Hamas. “O ataque do Hamas em 7 de outubro é indefensável e mereceu veemente condenação do Brasil. A reação desproporcional e indiscriminada de Israel é inadmissível e constitui um dos episódios mais trágicos desse longo conflito”, afirmou.
Lula falou que o governo brasileiro fará um novo aporte de recursos para ajudar os afetados. “A tarefa mais urgente é um cessar-fogo definitivo, que permita a prestação de ajuda humanitária e desimpedida e imediata e incondicional na libertação de reféns”.
“É urgente parar com a matança. A posição do Brasil é clara: não haverá paz enquanto não houver um Estado Palestino dentro de fronteiras mutuamente acordadas, que incluem a Faixa de Gaza e Cisjordânia, com Jerusalém oriental como capital”, argumentou.
O presidente reforçou as críticas já feitas à ONU. Uma das maiores demandas de Lula nesse sentido é de repensar a atual liderança mundial e incluir mais países do chamado Sul Global, como o Brasil e a Índia, nos principais conselhos da organização.
O comentário do chefe do Executivo ocorre após a aprovação de diversas recomendações para um cessar-fogo entre Israel e Hamas. Por se tratar de recomendações, não existe obrigação de a sugestão ser acatada.
Outro problema para o petista é os membros permanentes, como os Estados Unidos, terem direito a veto das soluções propostas pelas demais nações. Isso aconteceu com uma solução brasileira no Conselho de Segurança, no fim do ano passado.
Metrópoles





