
Erika de Souza Vieira Nunes, que levou o corpo de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, a uma agência bancária de Bangu, na Zona Oeste, disse, em depoimento na 34ª DP (Bangu), que o idoso tinha solicitado o empréstimo para comprar uma televisão nova e reformar a casa. A mulher foi autuada em flagrante pelos crimes de tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver.
Em sua oitiva, a mulher alegou que Paulo chegou vivo ao banco e que parou de responder no momento do atendimento no guichê. Enquanto prestava depoimento, Erika não demonstrou tristeza sobre o assunto, mas sim uma preocupação por estar presa.
O caso do idoso aconteceu nessa terça-feira (16/4) dentro de uma agência bancária de Bangu. Ele foi levado por Erika, que se apresentou como sua sobrinha, para resgatar R$ 17 mil do empréstimo realizado no nome do idoso. A mulher entrou com o cadáver em uma cadeira de rodas e conversou com ele normalmente, pedindo inclusive para que Paulo assinasse o documento que autorizava o recolhimento do dinheiro.
Funcionários da agência bancária desconfiaram e chamaram equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Contrariando o que a mulher falou, os agentes identificaram que Paulo teria morrido há cerca de duas horas, conforme explicou o delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso. Segundo o titular da 34ª DP (Bangu), livores cadavéricos, que são acúmulos de sangue decorrentes da interrupção da circulação, indicam que Paulo não teria morrido sentado, como estava na cadeira, mas possivelmente deitado.
A pena pelo crime de vilipêndio de cadáver, que corresponde ao desrespeito aos mortos, Erika pode ficar presa por um a três anos, além de ter que pagar uma multa. Ela foi encaminhada para um presídio nesta quarta-feira (17), onde aguarda a realização de sua audiência de custódia.
O banco fica em um shopping da região e as primeiras imagens foram gravadas ainda na garagem do edifício, onde a mulher aparece pegando a cadeira de rodas para colocar o idoso. Em seguida, eles são filmados no primeiro piso em direção a agência. Nos registros, Paulo aparece imóvel a todo momento.
A defesa de Erika, representada pela advogada Ana Carla Corrêa, garante que o idoso chegou vivo ao banco, além de informar que Paulo sofria com alcoolismo e enfrentava problemas de saúde recentemente, assim como o uso da cadeira de rodas.
O Dia





