
A investigação do DHPP (divisão de homicídios da Polícia Civil) sobre o assassinato do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, 38, no aeroporto internacional de Guarulhos, na tarde desta sexta-feira (8/11), começa com algumas certezas: o grupo criminoso tinha treinamento especial e contava com informações privilegiadas.
Policiais ouvidos pela Folha que participam da investigação afirmaram que o número de interessados na morte Gritzbach era grande e, por isso, o crime não causou nenhuma surpresa. Ele era suspeito de ter mandado matar dois integrantes da facção PCC e também fechou um acordo de delação premiada com a Justiça.
O que fugiu completamente do esperado, segundo os investigadores, foi o local escolhido para o ataque.
Na avaliação dos investigadores, a escolha do local para o ataque surpreende por se tratar de um ponto de concentração de forças de segurança, como policiais civis, federais, militares e guardas municipais, além de monitoramento por diversas câmeras, nos trechos de acesso e no terminal.
Por isso, os policiais afirmam ter absoluta certeza de que os criminosos tinham informações privilegiadas de como seria a situação de Gritzbach no terminal 2. Só não sabem quem repassou as informações. O ataque não foi, assim, uma situação acidental ou de oportunidade, muito menos operada por amadores.
Analisando todas as imagens já obtidas, as equipes de investigação também afirmam ter segurança de que os atiradores são pessoas com “treinamento operacional”, acostumadas a realizar disparos com fuzil 7.62, uma arma geralmente utilizada por atiradores de elite e equipes de assalto especializadas.
As equipes de investigação também apontam como situação muita atípica, até certo ponto suspeita, a falha da equipe de segurança que acompanhava a vítima. Dos quatro policiais que deveriam estar em torno dela, apenas um deles estava próximo na hora do ataque, outro mais distante, e nenhum deles reagiu.
Folhapress





