17/09/2026

Morre o embaixador Marcos Azambuja

Morreu nessa quarta-feira (28/5) ao 90 anos o embaixador Marcos Azambuja, uma das personalidades mais respeitadas da diplomacia brasileira. Ele ocupou postos de prestígio, como as embaixadas do Brasil na França e na Argentina, e foi conselheiro emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri).

Ao longo de sua carreira, Azambuja representou o Brasil em momentos-chave da política internacional, incluindo a chefia da delegação brasileira em Genebra para temas de desarmamento e direitos humanos (1989-1990), e a coordenação da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.

Secretário-Geral do Itamaraty (cargo equivalente ao de vice-chanceler) entre 1990 e 1992 , o diplomata também teve passagens por Londres, Cidade do México e Nova York (Missão do Brasil na ONU). Foi membro de comissões internacionais sobre armas de destruição em massa e não proliferação nuclear, e atuou como referência intelectual da diplomacia brasileira até seus últimos dias.

Em nota de pesar, o Cebri destacou sua trajetória e contribuição à política externa:

“O Brasil construiu uma defesa por meio de um escudo diplomático. O país tem mais heróis nacionais oriundos da diplomacia do que de setores militares, como o Barão de Rio Branco, Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa e José Bonifácio”, afirmou Azambuja em entrevista à revista do Centro.

Azambuja também foi membro do Conselho Curador da Fundação Roberto Marinho por duas décadas, entre 2004 e 2023.

“Seu legado na política internacional, na educação e no pensamento diplomático brasileiro permanecerá vivo na história do país”, afirmou a fundação em nota de pesar.

Opinião sobre guerra na Ucrânia

Em uma de suas últimas entrevistas públicas, concedida ao podcast O Assunto, Marcos Azambuja comentou a tentativa do governo brasileiro de atuar como mediador na guerra entre Rússia e Ucrânia.

Para o embaixador, o Brasil tem legitimidade moral para falar em nome da paz, por ser um país com “fronteiras impecáveis, em perfeita harmonia”. Ele ressaltou, no entanto, que o desejo de mediar conflitos não basta.

“Às vezes, as suas ferramentas não são as ideais para o que você está querendo, mas se o Brasil continuar falando que quer contribuir para a paz, para o fim do conflito, para o fim do sofrimento, está dizendo as coisas certas”, afirmou.
g1

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Rolar para cima