
Francisco Cuoco, um dos maiores galãs da televisão brasileira, morreu nesta quinta-feira (19/6), aos 91 anos. A informação foi confirmada pela família do ator, que o acompanhava em idas e vindas ao hospital nos últimos meses.
O ator estava internado no Albert Einstein, em São Paulo, há cerca de 20 dias, e estava sedado desde então. Ele sofria complicações de saúde causadas pela idade e por um ferimento que infeccionou, segundo sua irmã, Grácia, com quem morava. A causa da morte, porém, não foi informada.
Há dois meses, Cuoco afirmou à Folha que estava orgulhoso da própria trajetória. “Sei que não foi à toa. Foi baseado em empenho, em entrega, em busca de igualdade. Passaram-se anos e experiências foram acumuladas. Eu perdia tempo, mas depois obtinha resultado”. Agora, disse depois, queria mesmo era só “tocar o barco”.
Ele atendeu a reportagem no apartamento onde morava com a irmã nos últimos anos. Estava acompanhado dela e de duas cuidadoras. Pesava cerca de 130 quilos, tinha problemas de locomoção e já não conseguia ficar de pé sozinho.
Cuoco tinha infecção nos rins e ansiedade. Ficava aflito com facilidade, e descontava as frustrações na comida, contam suas cuidadoras.
Ele sofreu uma piora no último ano. Em julho passado, recebeu a equipe da TV Globo em casa para gravar um depoimento ao programa Tributo, que foi ao ar no mês passado. À época, o artista estava menos debilitado.
O ator nasceu em novembro de 1933 em uma família pobre do Brás, bairro que foi reduto de italianos na capital paulista. Seu primeiro emprego foi como feirante, ajudando o pai. No início dos anos 1950, começou a intercalar essa atividade com o curso da Escola de Arte Dramática, hoje ligada à USP.
Cuoco estreou profissionalmente no teatro em 1958. Fazia, na peça “A Muito Curiosa História da Virtuosa Matrona de Éfeso”, com direção de Alberto D’Aversa, um gladiador que já entrava morto em cena. Não tinha falas.
Cuoco deixa três filhos, Rodrigo, Diogo e Tatiana, que mora em Londres e veio visitar o pai no hospital, mas quando ele já estava sem consciência.
Folhapress





