
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e familiares foram hostilizados na sexta-feira (14/7) por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional de Roma.
A Polícia Federal foi acionada e apura as circunstâncias da abordagem, ocorrida pouco depois das 18h no horário local. Um filho do magistrado teria sido agredido.
Os responsáveis dirigiram ao integrante do Supremo e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) expressões como “bandido”, “comunista” e “comprado”.
O Supremo informou que não se manifestará sobre o assunto.
Moraes participou na Itália de um fórum internacional de direito realizado na Universidade de Siena. Ele compôs mesa no painel Justiça Constitucional e Democracia, da qual participou ainda o ministro André Ramos Tavares, integrante também do TSE.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, repudiou a hostilidade a Moraes. “Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser ‘elite’ mas não tem a educação mais elementar”, escreveu Dino.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, cobrou punição. “Ataque a Alexandre de Moraes e sua família é deplorável, resultado do ódio disseminado por lideranças bolsonaristas, que só sabem estimular a violência alimentada por mentiras. Isso tem de acabar. Todo rigor da lei aos agressores e toda solidariedade ao ministro.”
Moraes se tornou nos últimos anos o principal algoz de Jair Bolsonaro (PL) no Judiciário, comandando inquéritos que atingem o ex-presidente no STF.
Também comandou o TSE nas eleições de 2022 e no julgamento do mês passado que decidiu pela inelegibilidade de Bolsonaro até 2030.
Moraes já foi alvo de xingamentos por parte de Bolsonaro, que, nos últimos dois anos, já chegou a se referir ao ministro como “vagabundo” e como “canalha”.
Folhapress





