
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou nesta segunda-feira (5/8) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após descumprimento de regras impostas no inquérito sobre tentativa de golpe de Estado.
Bolsonaro está proibido de receber visitas, exceto advogados, e não pode usar celulares, nem diretamente nem por terceiros. Moraes deixou claro: se houver novo descumprimento, a prisão preventiva será decretada imediatamente.
A decisão aponta que Bolsonaro, mesmo advertido, seguiu repassando declarações para serem publicadas por aliados e filhos em redes sociais — o que é expressamente proibido pelas medidas cautelares.
Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro já estava impedido de sair de casa à noite, falar com investigados e acessar redes. Agora, está preso em casa, sob pena de ir para trás das grades.
Bolsonaro declarou que é vítima de “humilhação”, mas Moraes respondeu: “A Justiça é igual para todos”.
A investigação ainda envolve seu filho Eduardo Bolsonaro, suspeito de tentar negociar com o governo Trump o fim de sanções contra o Brasil.
O processo principal apura a liderança de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Folhapress





