17/09/2026

“Monstro”: pais de Sarah exigem justiça pela soltura do assassino

Redação Diário Caiçara – Os pais de Sarah Picolotto dos Santos Grego, de 20 anos, morta em Ubatuba após um crime brutal, se revoltaram com a decisão judicial que soltou o assassino confesso. A jovem foi estrangulada e enterrada próxima a uma cachoeira na noite de 10 de agosto, após ter sido vítima de um estupro coletivo por cinco homens. Logo depois, o autor do crime, Alessandro Neves Santos Ferreira, de 24 anos, confessou e conduziu a polícia até o corpo. No entanto, contrariando a opinião da polícia e do Ministério Público, a Justiça optou por liberá-lo.

A notícia da soltura gerou comoção e indignação nacional. Após o enterro em Jundiaí neste domingo (17/8), os pais expressaram sua revolta nas redes sociais. O pastor Leonardo Santos, pai de Sarah, publicou:

“Vamos compartilhar a cara desse monstro, que confessou o crime bárbaro da minha filha.”

A mãe, Tânia Picolotto, desafiou a decisão dos magistrados, perguntando com dor e ironia:

“Coitadinho dele, né… Ele colaborou com a polícia, levou os investigadores até o local que ele assassinou, abusou, enforcou e ocultou o corpo da minha filha. Parabéns à juíza do caso. Se fosse a sua filha?” 

A indignação se espalhou pela comunidade e bolhas online. Entre os comentários, um internauta indagou:

“Que lei é essa? O cara confessa que matou a moça e o juiz solta. Amanhã ele mata outra, porque nesse país não tem justiça. Vergonha.”

Outra questionou a seletividade da lei:

“Dá até vergonha de ser brasileira. Se fosse filha de juiz ou deputado, o monstro estaria preso. É revoltante.” 

O crime

Sarah estava desaparecida desde 9 de agosto e foi encontrada morta — depois de denunciada, ganhou sepultura — em uma mata perto de Ubatuba. O acusado admitiu o crime: a jovem teria sido estupra­da dentro de uma adega por cinco pessoas, com imagens gravadas, antes de ser levada para sua casa. Após uma discussão, ele a enforcou sob efeito de drogas e álcool, e enterrou o corpo no local em que foi achada.

O desfecho e o clamor

O sepultamento ocorreu no Memorial Parque da Paz, em Jundiaí, sem velório e com profunda comoção. Nas redes, o pai compartilhou uma imagem de Sarah com os dizeres: “Amor para a vida toda. Guardaremos para sempre o amor e as memórias que ela nos deixou.” 

Enquanto seus pais buscam justiça, o Ministério Público anunciou recurso para tentar prender novamente o assassino. A família clama: “Esse monstro não pode ficar solto. Queremos justiça por Sarah.” 

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