17/09/2026

Mauro Cid nega na PF conhecer plano de morte de Lula, Alckmin e Moraes


O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, negou em interrogatório, nesta terça-feira (19/11), ter conhecimento sobre o plano de assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele foi intimado a depor na sede da Polícia Federal, em Brasília, após a deflagração da Operação Contragolpe, que cumpriu cinco mandados de prisão preventiva contra quatro militares do Exército e um policial federal, suspeitos de integrar grupo criminoso que teria planejado sequestros e mortes de autoridades em 2022.

As informações vieram à tona depois que a PF conseguiu recuperar arquivos e dados deletados de aparelhos eletrônicos de Mauro Cid, utilizando um software israelense. Como ele fechou um acordo de delação premiada em setembro do ano passado, os investigadores suspeitam que ele pode ter omitido detalhes cruciais para o andamento do caso.

Nesta terça, de acordo com a advogada Vania Bitencourt, o militar foi questionado, basicamente, sobre o plano de sequestro e morte de autoridades. Segundo ela, Cid negou ter conhecimento da ação. “Ele alegou desconhecimento. [Ele] não sabe mesmo. Desse [caso], ele não participou. O que ele não sabe, não pode dizer”, conta ela.

Mauro Cid chegou ao prédio da Polícia Federal, em Brasília, às 14h06 desta terça-feira, acompanhado pelos advogados, e deixou o local às 18h51. O interrogatório, no entanto, só começou por volta das 16h, pois o delegado responsável pelo caso estava em deslocamento do Rio de Janeiro para Brasília.

Operação Contragolpe

Ao todo, foram cumpridos, nesta terça, cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares diversas em ações no Rio, em Goiás, no Amazonas e no Distrito Federal.
Metrópoles

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