
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, pressionou seus colegas para que os 11 assinassem uma carta conjunta em sua defesa na quarta‑feira (30/7), após ser alvo de sanções dos EUA com base na Lei Magnitsky, que o impede de manter vínculos com instituições financeiras norte‑americanas. Porém, mais da metade dos magistrados considerou impróprio que o Supremo elaborasse um documento coletivo questionando uma decisão interna daquele país.
Frustrado com a falta de unanimidade, Moraes teve que contentar‑se com uma nota institucional moderada, assinada apenas pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que sequer mencionou os Estados Unidos.
Na tentativa de mostrar união institucional, o Palácio do Planalto promoveu um jantar no Alvorada com todos os ministros do STF, organizado por Lula a partir do convite feito a Barroso. O gesto pretendia repetir a união demonstrada após os atos de 8 de janeiro de 2023. Contudo, apenas seis dos 11 compareceram: Moraes, Barroso, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Flávio Dino e Gilmar Mendes.
Ausentaram-se André Mendonça, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques — revelando a divisão interna da Corte.
A presença de Fachin ocorreu a contragosto: ele afirmou ter ido por razões institucionais diante da proximidade de assumir a presidência do STF e considerando que Moraes será seu vice.
Há entre os ministros a percepção de que Moraes estaria conduzindo o Supremo rumo a um “caminho sem volta”, especialmente após declarações interpretadas como indicativo de que os EUA seriam “inimigos estrangeiros”, posicionamento que a maioria da Corte considerou impróprio.
Poder360





