
Morreu na noite desta quarta-feira (15/5), aos 87 anos, o radialista esportivo Washington Rodrigues. O apresentador e comentarista da Rádio Tupi estava internado no Hospital Samaritano na Barra da Tijuca para tratar de um câncer. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.
Washington Carlos Nunes Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1936. Na juventude, dividia seu tempo como bancário e como goleiro de futebol de salão, defendendo as cores do extinto Raio de Sol, de Vila Isabel.
Sua carreira no rádio começou por acaso. Enquanto se recuperava de uma lesão, que o impedia de participar de um torneio de futebol de salão, recebeu um convite da Rádio Guanabara para fazer uma consultoria sobre o esporte.
Depois, foi para a Rádio Nacional, onde se tornou profissional, em 1966. Ele ficou até 1969, quando ingressou na Globo. Desde então, passou pelas Rádios Continental, Vera Curz, Tupi e Nacional.
Apolinho, aliás, não trabalhou só na rádio. Ele foi colunista do jornal O Dia e Meia Hora. O comunicador também levou os talentos para a televisão.
“Trabalhei em todas as emissoras de televisão aberta: TV Globo, TV Tupi, TV Rio, TV Excelsior, TV Educativa, Rede Manchete, Record TV, CNT… Todas elas! Mas minha paixão mesmo é o rádio”, contou o comunicador, à Rádio Tupi, em 2021.
Por que Apolinho?
O apelido surgiu quando trabalhava na Rádio Globo, que comprou os equipamentos de comunicação dos astronautas da missão Apollo 11, da Nasa.
“O apelido veio do microfone. O microfone se chamava Apolinho, porque era usado pelos astronautas na missão Apollo 11. A rádio comprou aquele equipamento. Então, deu ao microfone o nome de Apolinho. Aí o Waldir Amaral, que era o narrador, falava: ‘Lá vai o Washington Rodrigues com o seu Apolinho”, disse o radialista, ao Museu da Pelada.
Apolinho também trabalhou como técnico do Flamengo em 1995, ano do centenário do clube. Na época, Kleber Leite era o presidente do clube da Gávea.
O Dia





