
O presidente Lula (PT) abriu na manhã desta quinta-feira (7/9), em Brasília, as celebrações do primeiro Dia da Independência de seu terceiro mandato com recados institucionais e políticos e um “climão” dentro do governo depois da reforma ministerial anunciada no dia anterior.
O petista esteve acompanhado na tribuna de honra dos chefes de outros Poderes —a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Rosa Weber, e o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)—, após uma relação institucional tumultuada do Executivo sob Jair Bolsonaro (PL).
O evento também teve a figura do Zé Gotinha, mascote das campanhas de vacinação, em mais um contraponto ao ex-presidente, e repercussões sobre os sinais de insatisfação de aliados de Lula com as trocas ministeriais para ampliar os espaços do centrão no governo.
Após Ana Moser manifestar “tristeza e consternação” com a demissão no Esporte para ceder a vaga a André Fufuca (PP), ministros de Lula tentaram atenuar a insatisfação e minimizaram a nota oficial do governo no dia anterior —que não chegou nem a agradecê-la, como é comum quando há saída de aliados.
O desfile foi aguardado com expectativa, sendo uma das apostas do governo para transmitir a imagem de pacificação e união do país, após os ataques golpistas de 8 de janeiro e o clima de desconfiança com as Forças Armadas.
Diferentemente de anos anteriores, o evento não foi marcado por manifestações políticas por parte do público. Uma parcela das pessoas usava roupas de cor vermelha ou com algum símbolo em referência a Lula, mas não era o perfil predominante de quem compareceu ao desfile.
Nas arquibancadas, o público usou adereços como bandeiras e boné nas cores verde e amarela, mas parte dos itens foi distribuída pela organização.
O mascote Zé Gotinha arrancou aplausos do público em seu desfile sobre o caminhão do Corpo de Bombeiros e teve seu nome gritado pelas crianças quando sua imagem apareceu nos telões.
Com arquibancadas lotadas, com menor presença das cores verde e amarela em relação às cerimônias com Bolsonaro, parte do público foi barrado e acompanhou o desfile por telões do lado de fora da área restrita. Os seguranças tentavam conter o avanço do público na abertura das barreiras.
Folhapress





