
O presidente Lula (PT) retomou promessas de campanha, como picanha para a população, e xingou o suspeito de hostilizar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes durante discurso neste domingo (23/7) em São Bernardo do Campo (SP).
As declarações foram feitas em evento de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, encabeçada por Moisés Selerges.
O evento terminou com a Maria Rita cantando “Como Nossos Pais”, com Lula, Janja e os ministros no palco. Lula chorou.
Durante discurso, Lula afirmou ser preciso recuperar a civilidade no país após a derrota de Jair Bolsonaro (PL) e lembrou o caso de hostilidade relacionado ao magistrado.
“No aeroporto de Roma, um canalha não só ofendeu ele [Moraes] como bateu no filho dele”, disse Lula, lembrando que o PSD, de Gilberto Kassab, expulsou o suspeito.
O empresário Roberto Mantovani e sua família são investigados no caso. Eles afirmam que houve uma confusão não relacionada ao ministro e que Mantovani afastou o filho do magistrado após ofensas a sua esposa.
O presidente também afirmou ter entregue o nome do homem ao chanceler alemão, uma vez que o suspeito havia atuado como distribuidor de uma empresa alemã. O discurso do presidente teve tom que buscou animar a militância para o embate contra o bolsonarismo.
“Nós derrotamos o Bolsonaro, mas não derrotamos os bolsonaristas ainda. Os malucos estão na rua, ofendendo pessoas, xingando pessoas. E nós vamos dizer para eles que nós queremos fazer com que esse país volte a ser civilizado”, disse.
Ainda em um aceno contra uma bandeira dos bolsonaristas, ele citou a restrição a armas. “Eu agora proibi a venda de pistola 9mm, porque esse negócio de liberar armas é para favorecer o crime organizado a comprar armas, o que nós precisamos é baratear o preço do livro, é abrir biblioteca em cada conjunto habitacional”.
Lula estava acompanhado da mulher, Janja, de ministros como Márcio França (Portos e Aeroportos), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Márcio Macedo (Secretaria Geral da Presidência), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.
Folhapress





