
O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, foi demitido pelo presidente Lula (PT) da estatal. A informação foi confirmada à Folha por uma assessora que atendeu seu celular e disse: “É só isso o que posso falar”.
Prates telefenou a diversos aliados comunicando a sua demissão. E revelou que Magda Chambriard será a nova presidente da empresa. No governo de Dilma Rousseff, ela ocupou uma diretoria na agência nacional de petróleo.
Lula já demonstrava insatisfação com o trabalho de Prates havia meses. Ele chegou a sondar o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, para o lugar.
O primeiro atrito entre eles surgiu quando houve uma discussão sobre a distribuição de lucros da empresa.
Em abril, Prates pediu audiência a Lula para esclarecer sua situação no cargo. O presidente não chegou a recebê-lo, e deixou a situação em banho-maria.
Lula vinha demonstrando incômodo com Prates em ao menos um episódio anterior e mencionado em conversas em março uma potencial troca de Prates por Mercadante.
O presidente teria ficado contrariado com tuítes disparados por Prates na rede social X (antigo Twitter), em meados de março, declarando que a orientação para reter os dividendos extraordinários da Petrobras partiu do governo Lula —o que aumentou a polêmica em torno dos dividendos.
O presidente da Petrobras também entrou em choque com o presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), ministro Bruno Dantas. Prates cobrou explicações de Dantas sobre matéria que revelou que a área técnica do TCU pediu a suspensão de um contrato firmado pela Petrobras com a empresa de fertilizantes Proquigel Química (Grupo Unigel) por indícios de irregularidades graves.
A assinatura do contrato seria antieconômico, segundo a avaliação, com estimativas de prejuízo de R$ 487,1 milhões no prazo de oito meses.
Folhapress





