
O desaparecimento do soldado da PM Luca Romano Angerami, 21, na madrugada de domingo (14/4) na Baixada Santista, motivou a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) a retomar a Operação Escudo na região. A ação ocorre como resposta a ataques praticados contra policiais militares.
A retomada da ação foi anunciada pelo porta-voz da PM Emerson Massera durante entrevista à TV Band.
“A Operação Escudo já foi retomada com todo rigor. A tendência é que ela seja ainda mais reforçada. Nós não descansaremos enquanto os responsáveis por esse crime sejam identificados e respondam efetivamente por ele”, disse Massera.
Em nota, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) declarou ter ampliado o policiamento na Baixada Santista na segunda-feira (15) após o desaparecimento do soldado. “Cerca de 250 policiais foram deslocados para reforçar o policiamento na região e auxiliar nas buscas”, diz a nota. O termo Operação Escudo não foi mencionado.
A Operação Escudo desencadeada entre julho e setembro do ano passado foi uma das mais letais da PM. Ele ocorreu como resposta ao assassinato do soldado da Rota Patrick Bastos Reis, 30, na noite de 27 de julho de 2023 em Guarujá. Suspeitos do homicídio foram presos dias depois.
Ao menos 28 pessoas morreram em 40 dias em supostos confrontos com policiais militares.
Uma nova investida, ainda mais letal, foi colocada em prática após uma segunda morte de um soldado da Rota na região no dia 2 de fevereiro. Ela, no entanto foi nomeada de Operação Verão.
Entre os dias 3 de fevereiro e 1º de abril ao menos 56 pessoas morreram em supostos confrontos com policiais, a maioria em Santos.
A Operação Verão é a segunda ação mais letal da história da polícia de São Paulo, atrás apenas do massacre do Carandiru, quando 111 homens foram mortos durante a invasão da Casa de Detenção, em 2 de outubro de 1992.
Folhapress





