
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse nesta terça-feira (25/6) que o estado pode perder de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões em arrecadação neste ano com a calamidade das enchentes e pediu a reposição desses valores pela União.
Segundo ele, o estado já está consumindo suas reservas de caixa, obtidas com vendas de ativos e privatizações, cujos recursos estavam previstos inicialmente para bancar investimentos.
Sem a ajuda da União, Leite alertou para o risco de precisar conter despesas para conseguir manter os salários do funcionalismo em dia. Ele disse, porém, não ter uma estimativa de quantos meses o colchão de recursos do governo gaúcho pode durar enquanto não há socorro da União nessa frente.
Leite esteve na tarde desta terça-feira (25) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Paulo Pimenta (Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul).
Nos cálculos do tucano, o governo gaúcho já teve uma perda efetiva de R$ 1,8 bilhão no ICMS. Parte do prejuízo recairá sobre os municípios, que recebem uma parcela do imposto estadual.
“Só a União tem capacidade e ferramentas para suportar momentos como esse de queda de arrecadação. Não existe possibilidade de emissão de dívida por parte dos entes subnacionais. A União é que tem essa capacidade, fez isso na pandemia, e nós rogamos que seja feito agora também”, disse o governador.
Segundo ele, o Rio Grande do Sul precisa dessa recomposição de receitas “o quanto antes”.
“Nós vamos trabalhar para que não haja atrasos de salários, que o estado mantenha a capacidade de prestação de serviços, mas sempre cabendo no dinheiro que a gente tem. Quer dizer que, para não atrasar, para não acabar o dinheiro e não deixar de atender a população, a gente vai ter que atender menos a população em várias frentes, para que o gasto fique condicionado ao que cabe no bolso do estado”, afirmou.
Folhapress





