
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) tornou réu o sargento da Polícia Militar (PM) Samir Carvalho, denunciado por matar a esposa e tentar matar a filha dentro de uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo. Na decisão, obtida nesta terça-feira (3/6), o juiz também manteve a prisão preventiva do acusado.
O crime aconteceu no dia 7 de maio, dentro de uma clínica localizada na Avenida Pinheiro Machado, no bairro Marapé. Samir foi preso em flagrante após matar Amanda Fernandes Carvalho com três tiros e 51 facadas. A filha do casal, de 10 anos, também foi atingida por disparos, mas sobreviveu e ficou internada por seis dias.
O MP-SP solicitou uma pena mínima de 70 anos ao sargento em denúncia oferecida pelo promotor Fabio Perez Fernandez. Ainda no documento, a promotoria solicitou a manutenção da prisão preventiva, exame pericial complementar na vítima sobrevivente e os áudios ou transcrições do pedido de socorro ao Centro de Operações Policiais Militares (Copom), além de outros laudos da investigação.
O juiz da Vara do Júri/Execuções do Foro de Santos, Alexandre Betini, acolheu os pedidos do MP e tornou Samir réu por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Segundo a decisão, o sargento deverá apresentar resposta à acusação, por escrito, no prazo de 10 dias a partir da citação. “Podendo arguir preliminares e alegar tudo que o interesse a sua defesa, bem como apresentar o rol de testemunhas”.
O Ministério Público denunciou Samir pelo homicídio de Amanda, com diversas qualificadoras: feminicídio, meio cruel, emprego de arma de fogo de uso restrito, dissimulação e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, o órgão pediu aumento da pena porque Amanda deixou filhos e o assassinato dela ocorreu na frente de um deles.
O MP-SP ainda denunciou o sargento da PM por tentativa de homicídio contra a filha, com algumas das mesmas qualificadoras. No documento, o promotor solicitou que o caso vá a júri popular, sugerindo pena mínima de 70 anos de prisão.
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