
A Justiça concedeu liberdade provisória para os suspeitos que foram presos acusados de estarem envolvidos em um esquema de fraude em autoescola, com a realização de aulas fantasmas, em Caraguatatuba. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18/7).
Quatro pessoas foram detidas em flagrante por suspeita de fraude durante aula prática de direção, em uma operação do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), na quinta-feira (17).
Na tarde desta sexta-feira (18), os presos passaram por audiência de custódia, que é um procedimento de rotina que ocorre quando alguém é preso. O objetivo é saber se a prisão ocorreu de maneira legal.
De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, na audiência o juiz decidiu pela liberdade provisória dos suspeitos. Para permanecer em liberdade, eles devem seguir algumas regras, como:
proibição de se ausentar da comarca por prazo superior a sete dias, salvo em caso de expressa autorização do Juízo;
proibição de frequência à autoescola, devendo manter uma distância mínima de um quilômetro;
proibição de exercício da atividade na autoescola.
Caso descumpram alguma das regras estabelecidas pela Justiça, os suspeitos voltarão a ser presos.
Por meio de nota, a defesa da autoescola afirmou que “as acusações dirigidas aos proprietários do CFC Indaiá e demais pessoas envolvidas carecem de fundamento probatório robusto. Após análise detida dos elementos de investigação, a defesa demonstrou a inconsistência das alegações apresentadas, o que resultou na concessão da liberdade provisória a todos os indiciados”.
Ainda segundo a defesa, os advogados acreditam que “no curso do processo judicial, a verdade será restabelecida, comprovando a ausência de responsabilidade dos acusados. A defesa técnica atuará diligentemente para demonstrar a improcedência das imputações e buscar a justa e esperada absolvição de todos os envolvidos”.
O g1 não conseguiu localizar a defesa dos demais suspeitos. A matéria será atualizada caso eles ou os advogados se manifestem.
COLÉGIO GEMINI
O casal também responde por denúncias feitas no início de 2024 por pais de estudantes do Colégio Gemini, que relataram prejuízos financeiros e cobranças indevidas por serviços educacionais não prestados. A suspeita é de estelionato, e a escola privada está sob investigação.
Da Redação com g1





