
Morreu neste domingo (24/8), no Rio de Janeiro, o cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, conhecido como Jaguar. Aos 93 anos, ele era uma das figuras mais emblemáticas do humor gráfico nacional, tendo assinado charges e colunas no jornal O DIA por mais de três décadas.
Internado há três semanas no Hospital Copa D’Or devido a uma pneumonia, seu quadro se agravou com insuficiência renal, segundo informou a unidade de saúde.
Jaguar nasceu em 29 de fevereiro de 1932, no bairro do Estácio. Começou a desenhar ainda nos anos 1950, trabalhando no Banco do Brasil e publicando seus primeiros cartuns na revista Manchete, adotando o pseudônimo sugerido pelo cartunista Borjalo.
Nos anos 1960, destacou-se publicando em revistas como Senhor, Pif-Paf, Semana, além de jornais como Última Hora e Tribuna da Imprensa. Em 1969, foi um dos fundadores do icônico semanário satírico O Pasquim, sendo o único membro do grupo a permanecer até o encerramento da publicação em 1991. Foi também criador do ratinho Sig, mascote da publicação.
Durante a ditadura militar, Jaguar resistiu com humor — chegou a ficar preso por três meses em 1970 — e posteriormente foi anistiado em 2008, recebendo indenização de valor significativo.
Após O Pasquim, atuou como editor no jornal A Notícia e passou a colaborar com O DIA na coluna Boteco do Jaguar, mantendo seu traço e humor como marca até o fim da vida.
Velório e legado
O velório ocorre nesta segunda-feira (25), das 12h às 15h, na Capela Celestial do Crematório Memorial do Carmo, no Caju. A cremação está marcada para as 15h.
Nas redes sociais e entre colegas, são constantes as homenagens à irreverência de seu traço e à coragem de usar o humor como resistência. O legado de Jaguar permanece como símbolo da liberdade de expressão e criatividade brasileira.
O Dia





