17/09/2026

IPCA-15 acelera a 0,35% em setembro com alta da gasolina, mas preços de alimentos caem

Pressionada pela gasolina, a inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) acelerou para 0,35% em setembro, após alta de 0,28% em agosto. É o que apontam dados divulgados nesta terça-feira (26/9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da aceleração, o novo resultado ficou levemente abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Bloomberg projetavam avanço de 0,37% em setembro.

Com a nova taxa, o IPCA-15 alcançou 5% no acumulado de 12 meses. É a maior variação nesse recorte desde o último mês de março, quando o índice estava em 5,36%. A alta era de 4,24% até agosto.

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 6 registraram avanço de preços no IPCA-15 de setembro. A maior variação (2,02%) e o principal impacto (0,41 ponto percentual) vieram de transportes.

A gasolina, que faz parte desse segmento no cálculo, subiu 5,18% em setembro. Foi o subitem com o maior impacto individual no mês (0,25 ponto percentual).

Do lado das quedas, o destaque ficou com o grupo alimentação e bebidas, que recuou pela quarta vez consecutiva. A baixa foi de 0,77%. Gerou uma contribuição de -0,16 ponto percentual em setembro.

A deflação de alimentação e bebidas foi influenciada pelo recuo da alimentação no domicílio (-1,25%). Destacam-se as quedas da batata-inglesa (-10,51%), da cebola (-9,51%), do feijão-carioca (-8,13%), do leite longa vida (-3,45%), das carnes (-2,73%) e do frango em pedaços (-1,99%).

Já o arroz (2,45%) e as frutas (0,40%) subiram. No segundo caso, os destaques foram o limão (32,2%) e a banana-d’água (4,36%).

A alimentação fora do domicílio (0,46%) acelerou em relação ao mês anterior (0,22%). Houve alta no lanche (0,74%) e na refeição (0,35%).

Já o arroz (2,45%) e as frutas (0,40%) subiram. No segundo caso, os destaques foram o limão (32,2%) e a banana-d’água (4,36%).

A alimentação fora do domicílio (0,46%) acelerou em relação ao mês anterior (0,22%). Houve alta no lanche (0,74%) e na refeição (0,35%).
Folhapress

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