17/09/2026

Inflação acelera em julho e fica acima do esperado pelo mercado

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou uma alta de 0,38% nos preços em julho, puxado pelo aumento do valor da gasolina e das passagens aéreas.

O índice chegou a 4,5% no acumulado em 12 meses e ficou no teto da meta estabelecida pelo Banco Central — que é de 3%, podendo variar até 1,5 ponto percentual. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (9/8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em julho.

O maior impacto do mês veio do grupo Transportes, com alta de 1,82% e peso de 0,37 ponto percentual (p.p.) no índice geral. Quem mais influenciou foi a gasolina, que teve alta de 3,15% no mês e impacto de 0,16 p.p. Em 8 de julho, a Petrobras anunciou reajuste de 7,11% do preço de gasolina para as distribuidoras. Foi o primeiro aumento da empresa em quase um ano, desde agosto de 2023. Além da gasolina, tiveram alta o etanol (5,90%) e o óleo diesel (1,03%).

A passagem aérea subiu 19,39% em julho, e peso de 0,11 p.p. no IPCA cheio. Outra contribuição para a alta do índice em julho veio das tarifas de energia elétrica residencial (1,93%).

Com isso, o país tem uma inflação acumulada de 4,50% em 12 meses e chega ao teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O resultado está acima das expectativas do mercado financeiro, que esperava aumento de 0,35% dos preços. No acumulado, era esperada alta de 4,47%.
Metrópoles

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