
O Ibovespa ampliou para esta terça-feira (6/6) o clima positivo e voltou a renovar a máxima em mais de seis meses, puxado pela alta das commodities e dados da inflação reforçando as apostas de antecipação do corte dos juros pelo Banco Central (BC).
Na seara política, investidores acompanharam a apresentação do substitutivo da reforma tributária na Câmara e encaminhamentos para a tramitação da matéria. A expectativa do Executivo é pela aprovação da medida em plenário ainda neste mês.
No cenário internacional, o clima foi misto, com investidores mantendo os debates sobre a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), em meios aos indícios de desaceleração da maior economia do mundo.
Diante destas pressões, o principal indicador da bolsa brasileira fechou a sessão com alta de 1,7%, aos 114.610 pontos. Este foi o melhor resultado do pregão desde o início de novembro do ano passado.
O aumento da propensão dos investidores ao risco renovou a pressão para a queda do dólar ante o real. A moeda norte-americana encerrou o dia com perda de 0,39%, negociada a R$ 4,91 na venda.
O Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 2,33% em maio, após uma redução de 1,01% em abril, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma redução de 3,56% no ano. Em 12 meses, houve recuo de 5,49%.
A nova sinalização de queda na variação de preços deu força às apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode adiantar o corte da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.
Na véspera, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, voltou a afirmar que a inflação está melhorando.
CNN Brasil





