
O Ibovespa estendeu pelo terceiro dia seguido o clima negativo e voltou a fechar em queda nesta quarta-feira (28/6), com o movimento de correção dos investidores com a proximidade do fim do semestre.
No cenário doméstico, investidores seguem à espera da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), nesta quinta-feira (29), que pode apontar novos métodos para a definição da meta de juros perseguida pelo Banco Central (BC).
O colegiado é composto pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, além do presidente do BC, Roberto Campos Neto.
O clima do mercado doméstico reflete em parte o mau humor das bolsas em Wall Street, após o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Jerome Powell, voltar a indicar novas altas dos juros ainda neste ano.
Diante dessas pressões, o principal indicar da bolsa brasileira encerrou a sessão com perda de 0,72%, aos 116.681 pontos. Na véspera, o pregão fechou com queda de 0,61%, aos 117.522 pontos.
O clima de aversão ao risco deu novo fôlego ao dólar ante o real. A moeda norte-americana fechou a sessão com valorização de 1,09%, negociada a R$ 4,85 na venda.
O presidente do Fed voltou a pressionar o humor dos investidores ao voltar a sinalizar alta dos juros ainda neste ano.
A percepção de maior juros na maior economia do mundo prejudica as bolsas ao dar força aos papéis da renda fixa, opção de investimento menos arriscada que o mercado acionário.
Em fala durante um evento do Banco Central Europeu (BCE), Powell ressaltou que mais restrições estão a caminho, e não descartou que a maior economia do mundo enfrente uma recessão.
CNN Brasil





