
Ibovespa e dólar fecharam em queda nesta terça-feira (11/7), com investidores recalibrando as expectativas de cortes menos agressivos dos juros após a economia brasileira registrar deflação em junho.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 0,08% no mês passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Foi o primeiro IPCA negativo desde a medição de setembro de 2022, quando marcou -0,29%.
No cenário internacional, o dia foi de ganhos na Europa e em Wall Street com a expectativa por dados da inflação norte-americana que serão divulgados nesta quarta (12) e quinta-feira (15).
O principal indicador da bolsa brasileira encerrou a sessão com perda de 0,61%, aos 117.219 pontos. Mais cedo, o Ibovespa chegou a cair mais de 1%, voltando ao patamar de 115 mil pontos.
O alívio nas bolsas globais deu força para a queda do dólar, que encerrou o dia com desvalorização de 0,43%, a R$ 4,86 na venda.
O resultado da deflação veio praticamente em linha com a previsão de perda de 0,10% estimada pelos analistas ouvidos pela Reuters.
A abertura dos dados, porém, trouxe preocupação ao mostrar que a inflação de serviços, que teve alta de 0,62% no mês, ainda se mostra bastante resiliente.
O dado fez com que os investidores recalibrassem as apostas para a queda dos juros, atualmente em 13,75% ao ano, no próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, agendado para agosto.
Antes, a expectativa era de corte de 0,50 ponto percentual. Com os dados de hoje, as previsões passaram a apontar para uma redução de 0,25 p.p.
Esta mudança de rota levou à alta dos juros em toda a curva durante a maior parte do dia, penalizando principalmente empresas expostas à economia doméstica — mais sensíveis ao movimento dos juros, explica André Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.
O movimento, porém, arrefeceu durante a tarde, com os contratos de taxas mais longas voltando ao campo negativo, aliviando parte das perdas do Ibovespa.
CNN Brasil





