
Prejudicado pelo temor global, o Ibovespa acumulou nesta segunda-feira (14/8) a 10ª sessão seguida de queda, enquanto o dólar avançou mais de 1% e renovou a máxima em mais de dois meses.
O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia com perda de 1,06%, aos 116.809 pontos.
O Ibovespa não encerra no campo positivo desde o dia 31 de julho. Desde então, desvalorizou 4,2%.
A última vez que o pregão emendou uma sequência desta magnitude foi entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 1984, quando fechou em baixa por 11 pregões, segundo dados da Refinitiv.
A fuga dos investidores de ativos de risco deu força ao dólar, que fechou em forte alta ante o real.
A divisa norte-americana valorizou 1,26% ante o par brasileiro, negociada a R$ 4,96.
Esta é a maior cotação para o dólar desde o início de junho, quando voltou a romper a barreira de R$ 5.
Desde cedo os mercados globais foram conduzidos pelas preocupações com a desaceleração da China — importante comprador global de commodities —, agravada por dificuldades na área imobiliária.
O cenário externo adverso é completado pela Argentina, onde o banco central anunciou nesta segunda-feira uma desvalorização de quase 18% do peso, fixando a taxa de câmbio em 350 por dólar até a eleição geral de outubro. Além disso, a instituição elevou a taxa básica de juros de 97% para 118% ao ano.
CNN Brasil





